sábado, 5 de janeiro de 2008
AMORITAS, ASSÍRIOS E CALDEUS
A Mesopotâmia, após a destruição da civilização dos sumérios-acadianos, ficou dividida em vários Estados por mais de dois séculos. Os amoritas, ou antigos babilônios, povos semitas vindos do deserto sírio-árabe, haviam se estabelecido na cidade da Babilônia, que, com o tempo, converteu-se em importante centro comercial, devido a sua localização privilegiada. A antiga Babilônia está situada a aproximadamente 75 quilômetros da moderna Bagdá. Um império foi estabelecido em 1894 a.C. por Amoreu Sumuabum (criador da I dinastia amorreana) e expandido por seus sucessores. As disputas entre a Babilônia e as demais cidades-estados mesopotâmicas, além de outras invasões, resultaram numa luta ininterrupta até o início do século XVIII a.C., quando Hamurábi, sexto rei da dinastia, realizou a completa unificação, fundando o Primeiro Império Babilônico.
O novo rei deu início a uma bem-sucedida política expansionista. O Reino da Babilônia estendeu suas fronteiras do Golfo Pérsico para além das fronteiras da moderna Turquia, e dos montes Zagros, no leste, ao rio Khabur, na Síria. A partir dessas conquistas, a preocupação de Hamurabi não foi mais a expansão territorial e sim a preservação das terras conquistadas, que tanto eram atacadas por povos vizinhos como também se revoltavam contra o domínio da Babilônia.
A formação do império Babilônico assinalou o fim político da civilização suméria, mas não cultural. Com exceção do idioma, eles adotaram o sistema educacional, a escrita, a arte, a literatura e boa parte da religião dos vencidos.
Foi durante o governo de Hamurábi que ocorreu o maior desenvolvimento da agricultura de regadio, realizada mediante o emprego e construção de grandes canais de irrigação controlados pelo Estado. A construção desses canais exigia multidões de trabalhadores e grande quantidade de materiais, que deveriam ficar sobre controle e fiscalização de um governo centralizado. Isso contribuiu para o surgimento de uma monarquia cada vez mais poderosa e autoritária, de caráter teocrático, isto é, com o poder político ligado ao religioso.
Já nessa fase, a economia e a sociedade começaram a sofrer mudanças em relação ao milênio anterior. A organização econômica baseada nos templos e palácios sempre foi fundamental. Os palácios e templos possuíam vastas extensões de terra, praticavam o comércio e dispunham de oficinas artesanais bem aparelhadas. Os templos entregavam suas terras à exploração de arrendatários, recebendo por isso uma parte da produção. Também os artesãos trabalhavam ligados aos templos, pois não existem provas de corporações de artesãos independentes. Não havia mercado e todo o comércio era feito nas dependências dos templos e palácios. Os sacerdotes e os funcionários estatais submetiam as comunidades locais ao pagamento de tributos, à prestação de trabalhos forçados para a construção de obras públicas, canais de irrigação e ao serviço militar obrigatório.
No período de Hamurábi, houve um certo desenvolvimento da propriedade privada e do comércio. Propriedades agrícolas foram doadas a funcionários públicos, sacerdotes e até mesmo a determinados arrendatários. Entretanto, todas essas atividades privadas sempre permaneceram sobre controle estatal. Os mercadores, por exemplo, formavam uma corporação subordinada ao Estado, e o comerciante era uma mistura de funcionário publico e mercador privado: comprava a mando do rei e colaborava na cobrança de taxas.
Rapidamente, a capital babilônica transformou-se num dos principais centros urbanos da Antiguidade, sediando um grandioso império e convertendo-se no eixo cultural do Crescente Fértil. A principal realização cultural desse período foi o Código de Hamurábi, baseado no direito sumério, que tinha por finalidade consolidar o poder do Estado e adequá-lo ao desenvolvimento de uma economia mercantil. Hamurábi estabeleceu uma sólida intervenção do Estado na economia pois havia regras de trabalho, normas comerciais e até valores para a compra e venda de animais e aluguéis de terras, entre outras.
Hamurábi também empreendeu uma ampla reforma religiosa, transformando o deus Marduk, da Babilônia, no principal deus da Mesopotâmia, mesmo mantendo as antigas divindades. A Marduk foi levantado um templo junto ao qual foi erguido o zigurate de Babel, citado no livro de Gênesis (Bíblia) como uma torre para se chegar ao céu.
Após a morte de Hamurábi, o Império entrou em decadência devido às diversas conspirações contra seus sucessores, às revoltas das cidades dominadas e dos camponeses empobrecidos pelos altos impostos cobrados e à sobrecarga de trabalhos obrigatórios. Aproveitando dessa franqueza, os cassitas, povo indo-europeu que ainda possuía uma organização tribal e vivia a leste do rio Tigre, invadiram a Baixa Mesopotâmia e ai permaneceram, aproximadamente, por 400 anos, até serem suplantados pelos assírios.
OS ASSÍRIOS
A Assíria foi um reino que se formou na região montanhosa do alto Tigre, ao norte da Mesopotâmia, expandindo-se posteriormente por terras Oriente Próximo. O nome também pode designar a região em que se desenvolveu a civilização assíria.
EVOLUÇÃO POLÍTICA
Segundo as teorias bíblicas, os assírios seriam descendenes de Assur, o segundo filho de Sem e neto de Noé. Entretanto, tal teoria carece de maiores elementos confirmadores, de modo que a origem desse povo da Antiguidade tem sido explicada pela arqueologia.
Por volta de 2000 a.C., em meio a um grande movimento de indo-europeus vindos do Cáucaso, os assírios estabeleceram-se na região do alto Tigre.
Durante o segundo milênio a.C., os assírios foram dominados seguidamente pelos mitanianos (ver Mitani) e pelos amoritas da Babilônia.
No século XIV a.C., com o declínio de Mitani, os assírios reconquistaram grande parte de seus territórios.
Já no século XIII a.C., os assírios, sob Tukulti-Ninurta I (1242 a.C. - 1206 a.C.), libertaram-se da Babilônia.
Por volta de 1200 a.C., ocorreu um novo grande movimento migratório de indo-europeus. No Egito, foram contidos pelos faraós Meneptah (1235 a.C. - 1224 a.C.) e Ramsés III (1198 a.C. - 1166 a.C.). Na Grécia, geraram um grande processo de dispersão. Na Ásia Menor, causaram o declínio dos hititas. Na Mesopotâmia, geraram a agitação dos arameus, que terminaram por invadir a Babilônia e a Assíria por volta de 1047 a.C.. Relatos da época dizem-nos que os assírios refugiavam-se em “terras inimigas” escapando “da míngua, da fome e da miséria”. Os templos ficaram em ruínas, e a interminável guerrilha contra os nômades teria alterado o caráter da Assíria, transformou-a em uma nação de guerreiros cruéis e bem adestrados, com um poderoso exército, que, em pouco tempo, abalou todo o Oriente Médio.
Por volta de 830 a.C., no reinado de Salmanasar III, os arameus foram subjugados e a eles foi imposta uma cobrança tributária.
O IMPÉRIO ASSÍRIO
Em 729 a.C., no reinado de Tiglath-Pileser III ou Teglatefalasar III (746 a.C. - 727 a.C.), os assírios conquistaram a Babilônia. Teglatefalasar III também conteve a expansão da Média no oriente e tentou sem sucesso conquistar o reino de Urartu, situado no Ararat.
Israel foi conquistada no primeiro ano do reinado de Sargão II (721 a.C. - 705 a.C.). Cerca de 27.000 israelitas foram deportados. Em 715 a.C., foi a vez da Média ser conquistada. Sargão II ainda conquistou a Síria.
Seu sucessor, Senaquerib (705 a.C. - 681 a.C.), transferiu a capital de Assur para Nínive. De acordo com os livros bíblicos de II Reis, II Crônicas e do profeta Isaías, admitido no cânon do Antigo Testamento, Senaquerib teria buscado conquistar Judá, cercando a cidade de Jerusalém. No entanto, a Bíblia relata que Senaquerib fracassou em sua tentativa militar e, ao retornar para Nínive, foi assassinado por dois de seus filhos.
Então, Senaquerib, rei da Assíria, partiu, e foi; e voltou e ficou em Nínive. E sucedeu que, estando ele protado na casa de Nisroque, seu deus, Adrameleque e Serezer, seus filhos, o feriram à espada; porém eles escaparam para a terra de Ararate; e Esar-Hadom, seu filho, reinou em seu lugar. (II Reis 19:36-37)
Na época, que nasceu o sucessor de Senaquerib, Aoth Fezim, que seria um Nobre Tiefling rico que pensava alto, modernizou por vários anos a cidade de Nínive.
O filho e sucessor de Senaquerib foi Esarhaddon, também conhecido por Assaradon (681 a.C. - 669 a.C.), que expandiu seus domínios ao Nilo, estabelecendo sobre o Egito uma dominação inicialmente precária, tendo também reconstruído a Babilônia que fora destruída por seu pai, a qual pode ter se tornado a nova capital do Império Assírio durante algum período.
A QUEDA
Assurbanipal (669 a.C. - 631 a.C.), não obstante gostar de exaltar sua selvageria e impiedade sobre os povos vencidos, não conseguiu evitar que o Egito, em 653 a.C., efetivasse sua emancipação. À independência do Egito, seguiram-se rebeliões na Fenícia, na Babilônia e no Elam.
No entanto, sabe-se que Assurbanipal foi o rei que mandou criar a biblioteca de tábuas de barro na Babilônia, a Biblioteca Real de Assurbaníbal, com obras escritas em linguagem cuneiforme, em que, tendo muitas delas sido preservadas até os dias atuais, permitiram aos arqueólogos descobrir muitos aspectos da vida política, militar e intelectual desta grande civilização e na investigação dos textos bíblicos.
Em 625 a.C., os caldeus tomaram a Babilônia e conquistaram sua independência. Ciáxares, rei da Média, em aliança com o rei dos caldeus, invadiu Assur em 615 a.C. e, em 612 a.C., tomou Nínive, pondo fim ao Estado assírio.
ORGANIZAÇÃO ECONÔMICA E CULTURAL
Formou-se na Assíria, ao longo do tempo, um corpo burocrático bastante eficiente. Muitos deles eram epônimos, e, portanto, davam nome ao ano. O rei era, em geral, o epônimo do primeiro ano. Seguia-se a ele, assim, uma série de epônimos, em critério de hierarquia. Tal sistema constitui um elemento de grande importância para os historiadores no processo de datação.
A política externa assíria era conhecida por sua brutalidade para com os inimigos. Em muitos casos, atos de selvageria por parte do império assírio foram empregados com o fim de persuadir seus inimigos a se entregarem sem luta. Registros escritos da época demonstram o temor dos povos adjacentes ao terror assírio. Os governantes assírios caracterizaram-se também pelo tratamento despendido aos povos conquistados. Para evitar movimentos rebeldes nas regiões conquistadas, os povos vencidos eram capturados, removidos de suas terras, e distribuídos entre as cidades do império, diluindo seu poder. Nativos assírios e inimigos capturados de outras regiões eram encorajados a ocupar as áreas conquistadas. Esta prática mostrou-se particularmente eficiente, e foi mantida pelos babilônicos no período subseqüente.
Assim, como na maioria dos Estados que se desenvolveram no Crescente Fértil, os reis assírios exerciam um poder autocrático, sendo considerados inclusive intermediários entre os deuses e o povo. A partir do reinado de Teglatefalasar III, foram instaladas guarnições permanentes nos países dominados.
A religião seguia as bases dos cultos realizados pelos sumérios. Cada cidade era devota de um deus específico (ao qual se associava a sua criação e proteção), e os deuses mais importante do panteão assírio dependiam do grau de influência de suas cidades na política interna. Assur era o principal deus assírio. Os zigurates permaneceram como o centro cultural, religioso e político das cidades assírias.
OS CALDEUS
A Caldéia (br.) ou Caldeia (pt.) era uma região no sul da Mesopotâmia, principalmente na margem oriental do rio Eufrates, mas muitas vezes o termo é usado para se referir a toda a planície mesopotâmica. O nome em Hebraico é כשדים Kaśdîm, normalmente traduzido como "Caldeus" (Livro de Jeremias 50:10; 51:24,35).
A região da Caldéia é uma vasta planície formada por depósitos do Eufrates e do Tigre, estendendo-se a cerca de 250 quilômetros ao longo do curso de ambos os rios, e cerca de 60 quilômetros em largura.
Os Caldeus foram uma tribo (acredita-se que tenham emigrado da Arábia) que viveu no litoral do Golfo Pérsico e se tornou parte do Império da Babilônia.
No Antigo Testamento da Bíblia há várias citações sobre esse povo que, sob o comando de Nabucodonosor II teria destruído Jerusalém e levado o povo judeu para o cativeiro babilônico que durou cerca de 70 anos.
Após este período, os caldeus são vencidos pelos persas e a Babilônia dominada por Ciro.
O DIA DE HOJE NO PASSADO
ACONTECIMENTOS HISÓRICOS
1298 - Ouguela tem foral concedido por D. Dinis
1477 - Luís XI derrota e mata o Duque de Borgonha Carlos, o Temerário em Nancy, Lorena, e anexa definitivamente aquela região ao domínio francês.
1634 - Primeira tipografia no Brasil
1775 - Mesmer publica em jornais e panfletos uma Carta a um médico estrangeiro, esclarecendo a terapia do magnetismo animal.
1785 - Dona Maria I de Portugal promulga alvará que coíbe a proliferação de indústrias no Brasil
1825 - Alexandre Dumas pai, aos 23 anos, participou de seu primeiro duelo. O autor de Os Três Mosqueteiros encheu suas obras com estas lutas. Dumas não se machucou seriamente, mas suas calças caíram durante o duelo.
1867 - Foi inaugurada a "Maxabomba" do Recife, primeiro trem urbano da América Latina.
1895 - Caso Dreyfus: os galões de oficial de Alfred Dreyfus são retirados numa cerimónia humilhante e este é condenado à prisão perpétua na Ilha do Diabo.
1896 - Um periódico austríaco informa que Röntgen tinha descoberto um novo tipo de radiação (Raio-X).
1911 - Alberto I concede a Mónaco a sua primeira Constituição.
1919 - Fundação do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, cujo militante número 7 foi Adolf Hitler.
1933 - A construção da Ponte Golden Gate é iniciada.
1940 - Foi realizada a primeira demonstração do rádio FM, nos Estados Unidos.
1948 - Publicado o Relatório Kinsey.
1983 - Barão de Tefé, navio oceanográfico brasileiro, desembarca na Antártida / Marcelo Rubens Paiva lançou Feliz Ano Velho, livro que conta a história da época em que o autor ficou paraplégico. A obra teve 700 mil exemplares vendidos.
1984 - Comício pelas Diretas Já em São Paulo
1988 - O dono do maior bigode do mundo, 2 metros e 35 centímetros foi assassinado e decapitado em Rajastão, na Índia, onde ocorre uma acirrada disputa pelo posto.
1997 - Rússia remove suas forças militares da Chechênia
1998 - João Acácio Pereira da Costa, o Bandido da Luz Vermelha, famoso criminoso dos anos 60, foi assassinado pelo pescador Nelson Pinseghuer.
1999 - O presidente americano Bill Clinton anunciou a flexibilização da restrição comercial contra Cuba.
2005 - A jornalista do jornal francês Libération Florence Aubenas é seqüestrada no Iraque
NASCIMENTOS
1762 - Constanze Weber, esposa do compositor Mozart (m. 1842)
1801 - Passos Manuel, político português (m. 1862)
1855 - Raimundo Teixeira Mendes, positivista, religioso, vice-Diretor da Igreja Positivista do Brasil e autor da bandeira nacional do Brasil (m. 1927)
1865 - Julio Garavito Armero, astrônomo e economista colombiano (m. 1920)
1874 - Joseph Erlanger, fisiologista estadunidense (m. 1965)
1876 - Konrad Adenauer, político alemão (m. 1967)
1912 - Abbé Pierre, sacerdote francês fundador do Movimento Emaús (m. 2007)
1915 - Humberto Teixeira, músico e compositor brasileiro (m. 1979)
1920 - Carmem Costa, cantora brasileira. / Hermínio Correa de Miranda, pesquisador e escritor espírita brasileiro
1921 - Friedrich Dürrenmatt, escritor e dramaturgo suíço(m. 1990)
1930 - Carlos Aboim Inglez - intelectual comunista português (m. 2002)
1931 - Robert Duvall, ator e diretor de filmes estadunidense. / Nuno Castel-Branco, médico português (m. 2003)
1932 - Umberto Eco, escritor e filósofo italiano
1938 - Rei D. Juan Carlos de Espanha.
1941 - Miyazaki Hayao, cineasta japonês, criador de anime
1946 - Diane Hall ou, como é mais conhecida, Diane Keaton, atriz estadunidense
1965 - Vinnie Jones, ator estadunidense
1969 - Brian Warner ou, como é mais conhecido, Marilyn Manson, jornalista e cantor do grupo homônimo
FALECIMENTOS
1066 - Rei Eduardo o Confessor de Inglaterra (n. ca.1004)
1393 - São João Nepomuceno, santo patrono da Bohemia.
1477 - Carlos, Duque da Borgonha, conhecido também como Carlos, o Temerário (n. 1433)
1589 - Catarina de Medici, rainha consorte de França (n. 1519)
1711 - Manuel Botelho de Oliveira, advogado, político e poeta barroco brasileiro (n. 1636)
1762 - Isabel Petrovna, Imperatriz da Rússia (n. 23 de Dezembro de 1709)
1910 - Léon Walras, economista francês (n. 1834)
1922 - Ernest Henry Shackleton, explorador irlandês (n. 1874).
1929 - Nikolai Nikolaevich Romanov, Grão-Duque da Rússia (n. 1856)
1936 - Ramón María del Valle-Inclán, escritor espanhol (n. 1866)
1941 - Amy Johnson, mulher britânica pioneira na aviação (n. 1903)
1943 - George Washington Carver, botânico afro-americano (n. 1864 ou 1865)
1970 - Max Born, físico alemão naturalizado americano (n. 1882)
1981 - Harold Clayton Urey, químico estadunidense (n. 1893)
1998 - Sonny Bono, produtor discográfico, cantor, ator e político estadunidense (n. 1935)
2001 - Aldo César, ator e dublador brasileiro
2007 - Momofuku Ando, criador do macarrão instantaneo.
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
SUMÉRIOS E ACADIANOS
A Suméria (ou Shumeria, ou Shinar; na bíblia, Sinar; egípcio Sangar; ki-en-gir na língua nativa), geralmente considerada a civilização mais antiga da humanidade, localizava-se na parte sul da Mesopotâmia (o Iraque da atualidade), apropriadamente posicionada em terrenos conhecidos por sua fertilidade, entre os rios Tigre e Eufrates. Evidências arqueológicas datam o início da civilização suméria em meados do quarto milénio a.C. Entre 3500 e 3000 a.C. houve um florescimento cultural, e a Suméria exerceu influência sobre as áreas circunvizinhas, culminando na dinastia de Ágade, fundada em aproximadamente 2340 a.C. por Sargão I, sendo que este, ao que tudo indica, seria de etnia e língua semitas, porém na época em que os semitas originais ainda detinham a pureza racial (ou melhor, ainda não haviam se misturado aos Núbios e Etíopes na formação dos Camitas). Depois de 2000 a.C. a Suméria entrou em declínio, sendo absorvida pela Babilônia e pela Assíria.
Duas importantes criações atribuídas aos sumérios são a escrita cuneiforme, que provavelmente antecede todas as outras formas de escrita, tendo sido originalmente usada por volta de 3500 a.C.; e as cidades-estado - a mais conhecida delas sendo, provavelmente, a cidade de Ur, construída por Ur-Nammu, o fundador da terceira dinastia Ur, por volta de 2000 a.C.
HISTÓRIA
O termo "sumério" é na verdade um exônimo aplicado (e, provavelmente, cunhado) pelos acádios. Os sumérios autodescreveram-se como sag-gi-ga (o povo de cabeças negras) e chamaram sua terra Ki-en-gi, o lugar dos senhores civilizados. A palavra acadiana Shumer possivelmente representa esse nome num dialeto diferente. A respeito dos sumérios, donos de língua, cultura (e, provavelmente, aparência) diferentes da dos seus vizinhos semíticos e sucessores, acredita-se que foram invasores ou migrantes, apesar de que seja difícil determinar exatamente quando esses eventos ocorreram ou mesmo suas origens geográficas. Alguns arqueólogos afirmam que os sumérios procediam, de fato, das planícies mesopotâmicas. Outros sugerem que o termo 'suméria' deveria se restringir à língua sumeriana, baseando-se no fato de que não havia grupos étnicos 'sumérios' avulsos. O próprio termo 'sumério' é geralmente usado para se referir a uma língua isolada no campo da Lingüística, já que ela não pertence a nenhuma família lingüística conhecida - ao contrário do acádio, por exemplo, que pertence ao hamito-semítico, ou às chamadas línguas afro-asiáticas.
A origem e a história antiga dos sumérios ainda são pouco conhecidas. Sabe-se que no final do período neolítico, os povos sumerianos, vindos do planalto do Irã, fixaram-se na Caldéia. No terceiro milênio, haviam criado pelo menos doze cidades-estados autônomas: Ur, Eridu, Lagash, Uma, Adab, Kish, Sipar, Larak, Akshak, Nipur, Larsa e Bad-tibira. Cada uma compreendia uma cidade murada, além das terras e povoados que a circundavam, e tinha divindade própria, cujo templo era a estrutura central da urbe. Com a crescente rivalidade entre as cidades, cada uma instituiu também um rei.
O primeiro rei a unir as diferentes cidades, por volta de 2800 a.C., foi o rei de Kish, Etana. Por muitos séculos, a liderança foi disputada por Lagash, Ur, Eridu e a própria Kish, o que enfraqueceu os sumérios e tornou-os extremamente vulneráveis a invasores. Entre 2530 e 2450 a.C., a região foi dominada pelos reis elamitas, que viviam no sudoeste do atual Irã. Após um período de domínio dos elamitas, os sumérios voltaram a gozar de independência. As cidades de Lagash, Umma, Eridu, Uruk e principalmente Ur tiveram seus momentos de glória. Pouco depois os acádios - grupos de nômades vindos do deserto da Síria - começaram a penetrar nos territórios ao norte das regiões sumérias, terminando por dominar as cidades-estados desta região por volta de 2550 a.C.. Mesmo antes da conquista, porém, já ocorria uma síntese entre as culturas suméria e acádia, que se acentuou com a unificação dos dois povos. Os ocupantes assimilaram a cultura dos vencidos, embora, em muitos aspectos, as duas culturas mantivessem diferenças entre si, como por exemplo - e mais evidentemente - no campo religioso.
CIVILIZAÇÃO ACADIANA
Mais tarde, por volta de 2369 a.C., Sargão, o Velho, patési da cidade de Ágade, unificou a maioria das cidades-templos. Apesar da unificação, as estruturas políticas da Suméria continuaram existindo. Os reis das cidades-estados sumerianas foram mantidos no poder e reconheciam-se como tributários dos conquistadores acadianos. Sargão conseguiu ainda submeter os elamitas, antes de lançar-se à conquista das terras ocidentais, até a costa síria do Mediterrâneo. Criou assim um modelo unificado de governo que influenciou todas as civilizações posteriores do Oriente Médio. O grande rei acádio, guerreiro e conquistador, tornou-se conhecido como "soberano dos quatro cantos da terra". Sua dinastia governou aproximadamente entre 2350 e 2250 a.C.
O império criado por Sargão desmoronou após um século de existência, em conseqüência de revoltas internas e dos ataques dos guti, nômades semibárbaros originários dos montes Zagros, a leste da Mesopotâmia, no Alto do Tigre, que investiam contra as regiões urbanizadas, porque a sedentarização das populações do Oriente Médio lhes dificultava a caça e o pastoreio. Por volta de 2150 a.C., os guti conquistaram a civilização sumério-acadiana. Depois disso, a história da Mesopotâmia parecia se repetir. A unidade política dos sumério-acadianos era destruída pelos guti, que, por sua vez, eram vencidos por revoltas internas dos sumério-acadianos.
HISTÓRIA
A Acádia (ou Ágade, Agade, Agadê, Acade ou ainda Akkad) é o nome dado tanto a uma cidade como à região onde se localizava, na parte superior da baixa Mesopotâmia, situada à margem esquerda do Eufrates, entre Sippar e Kish (no atual Iraque, a cerca de 50 km a sudoeste do centro de Bagdá). Geralmente, contudo, é comum referir-se à cidade como Ágade (ou Agade), e à região como Acádia.
A cidade/região alcançou seu cume de poder entre os séculos XXVI a.C. e XXII a.C., antes da ascensão da Babilônia, além de representar o núcleo do reino bíblico de Nimrod na terra de Sinar.
A língua acádia teve seu nome proveniente da própria Acádia, um reflexo do uso do termo akkadû ("da, ou pertencente à, Acádia") no antigo período babilônico antigo para designar as versões semíticas de textos sumérios. O vocábulo foi cunhado no século XXIII a.C..
Os acádios, grupos de nômades vindos do deserto da Síria, começaram a penetrar nos territórios ao norte das regiões sumérias, terminando por dominar as cidades-estados desta região por volta de 2550 a.C.. Mesmo antes da conquista, porém, já ocorria uma síntese entre as culturas suméria e acádia, que se acentuou com a unificação dos dois povos. Os ocupantes assimilaram a cultura dos vencidos, embora, em muitos aspectos, as duas culturas mantivessem diferenças entre si, como por exemplo - e mais evidentemente - no campo religioso.
A maioria das cidades-templos foi unificada pela primeira vez por volta de 2375 a.C. por Lugal-Zage-Si, soberano da cidade-estado de Uruk. Foi a primeira manifestação de uma idéia imperial de que se tem notícia na história.
Depois, quando Sargão I, patési da cidade de Acádia, subiu ao poder, no século XXIII a.C., ele levou esse processo cooptativo adiante, conquistando muitas das regiões circunvizinhas, terminando por criar um império de grandes proporções, cobrindo todo o Oriente Médio e chegando a se estender até o Mar Mediterrâneo e a Anatólia, .
A Sargão I, guerreiro e conquistador, foi-se aplicado tal título, sendo reconhecido como "soberano dos quatro cantos da terra", em alusão às "quatro cidades" bíblicas (Acádia, Babel, Erech e Calné), e em reconhecimento ao sucesso da unificação mesopotâmica. O rei tornou-se mítico a ponto de ser tradicionalmente considerado o primeiro governante do novo império (que combinava a Acádia e a Suméria), deixando o Lugal-Zage-Si de Uruk perdido por muito tempo nas areias do tempo, sendo redescoberto apenas recentemente. É interessante notar, contudo, que, apesar da unificação, as estruturas políticas da Suméria continuaram existindo. Os reis das cidades-estados sumerianas foram mantidos no poder e reconheciam-se como tributários dos conquistadores acadianos.
O império criado por Sargão desmoronou após um século de existência, em conseqüência de revoltas internas e dos ataques dos guti, nômades originários dos montes Zagros, no Alto do Tigre, que investiam contra as regiões urbanizadas, uma vez que a sedentarização das populações do Oriente Médio lhes dificultava a caça e o pastoreio. Por volta de 2150 a.C., os guti conquistaram a civilização sumério-acadiana. Depois disso, a história da Mesopotâmia parecia se repetir. A unidade política dos sumério-acadianos era destruída pelos guti, que, por sua vez, eram vencidos por revoltas internas dos sumério-acadianos.
O domínio intermitente dos guti durou um século, sendo substituído no século seguinte (cerca de 2100 a.C.–1950 a.C.) por uma dinastia proveniente da cidade-estado de Ur. Expulsos os guti, Ur-Nammur reunificou a região sobre o controle dos sumérios. Foi um rei enérgico, que construiu os famosos zigurates e promoveu a compilação das leis do direito sumeriano. Os reis de Ur não somente restabeleceram a soberania suméria, mas também conquistaram a Acádia. Nesse período, chamado de renascença sumeriana, a civilização suméria atingiu seu apogeu. Contudo, esse foi o último ato de manifestação do poder político da Suméria: atormentados pelos ataques de tribos elamitas e amoritas, o império ruiu. Nesta época, os sumérios desapareceram da história, mas a influência de sua cultura nas civilizações subseqüentes da Mesopotâmia teve longo alcance.
ORIGEM DO NOME ACÁDIA
O nome Acádia é provavelmente uma invenção suméria, aparecendo, por exemplo, na lista de reis sumérios, donde possivelmente deriva a forma semítica assírio-babilônica tardia akkadû ("da, ou pertencente à, Acádia").
É bastante provável que o nome não-semítico "Agade" signifique "coroa (ago) de fogo (de)"[1] em alusão a Ishtar, a "deusa brilhante" ou "refulgente", a divindade tutelar da estrela da manhã e do entardecer e deusa da guerra e do amor (cf. Vênus, Afrodite, Lúcifer), cujo culto era praticado nos absolutos primódios da Acádia. Esse fato também é comprovado por Nabonido (ou Nabonidus), que relata [2] como a adoração a Ishtar terminou sendo suplantada pela da deusa Anunit, uma outra personificação da idéia de Ishtar, cujo santuário ficava em Sippar (ou Sipar). É crucial deixar claro que havia duas cidades de nome Sippar: uma sob a proteção de Shamash, o deus do sol; e uma sob a de Anunit, fato que vigorosamente indica uma provável proximidade entre Sippar e Ágade. Uma outra teoria, surgida em 1911[3] , sugere que Ágade postava-se em frente a Sippar, do lado esquerdo da margem do rio Eufrates, e que era provavelmente a parte antiga da cidade de Sippar.
Na literatura babilônica que surgiria posteriormente, o nome Acádia, bem como Suméria, aparece como parte de títulos de nobreza, como o termo sumério lugal Kengi (ki) Uru (ki) ou o termo acádio šar māt Šumeri u Akkadi (ambos traduzidos como "rei da Suméria e da Acádia"), que terminaram significando simplesmente "rei da Babilônia".
Mencionada uma única vez no Antigo Testamento (cf. Gênesis 10:10 - O princípio do seu reino foi Babel, Ereque, Acade e Calné, na terra de Sinar.[4], também como Acade, dependendo da tradução), a Acádia é, em hebraico, é grafada como אכּד, ak-kad, a palavra em si provindo duma raiz infreqüente que provavelmente significa "fortificar" ou "reforçar", ou ainda "fortaleza"[5]. Em variantes do grego antigo, é grafada como αχάδ (achad), αρχάδ (archad), ou ainda, apesar de raro, αξάδ (axad); em grego moderno, como Ακκάδ, Akkad. No Antigo Testamento, é descrita como uma das cidades principais: Acádia, Babel, Erech (ou Ereque ou Uruk) e Calné (ou Calneh), constituindo o núcleo do reino de Nimrod (ou Nimrud, Nimrude, Ninrode, Nemrod, Nemrude, Nemrode), presente em textos como a lista de reis sumérios. A forma semítica assírio-babilônica posterior, Akkadu, ou Accadu ("de ou pertencente à Acádia"), é provavelmente uma forma derivada de Ágade.
OS SUMERIANOS
Os sumerianos estabeleceram-se ao norte do golfo Pérsico, na embocadura do Tigre e do Eufrates, há 4000 anos. Acredita-se que pertencessem a uma raça vizinha da dos egípcios.
Por volta de 3200 a.C., já tinham uma escrita feita de desenhos ou pictogramas. Mais primitiva que a dos egípcios, esta escrita era traçada com uma ponta, em tábuas de argila que eram cozidas no forno. Mais tarde, os pictogramas foram substituídos por sinais que representavam não mais objetos, mas sons e sílabas. Como se assemelhavam a cunhas, esta escrita foi chamada cuneiforme.
As cidades sumerianas, das quais a principal tinha o nome de Ur, eram construídas sobre vastos terraços artificiais. Cada uma tinha, por chefe, um rei ou governador. Quando morria um deles, enterravam junto suas jóias, sua viúva e seus servidores. Os Sumerianos criaram uma arte vigorosa e realista. Usavam roupas tecidas, possuíam exército regular e utilizavam carros com rodas.
RENASCENSA SUMERIANA
Graças à reação do rei de Uruk, que expulsou os invasores depois de um século de domínio intermitente, as cidades ficaram novamente independentes (cerca de 2100 a.C.–1950 a.C.). O ponto alto dessa era final da civilização suméria foi o reinado da terceira dinastia de Ur, cujo primeiro rei, Ur-Nammur, reunificou a região sobre o controle dos sumérios. Foi um rei enérgico, que construiu os famosos zigurates e publicou o mais antigo código legal encontrado na Mesopotâmia, uma compilação das leis do direito sumeriano. Os reis de Ur não somente restabeleceram a soberania suméria, mas também conquistaram a Acádia. Nesse período, chamado de renascença sumeriana, essa civilização atingiu seu apogeu, mas esse foi o último ato de manifestação do poder político da Suméria.
DECLINIO
Uma vez que os estados locais cresceram em força bruta os sumérios começaram a perder sua hegemonia política sobre a maioria das partes da Mesopotâmia.
Atormentados pelos ataques de tribos elamitas e amoritas, o império ruiu. Nesta época, os sumérios desapareceram da história, mas a influência de sua cultura nas civilizações subseqüentes da Mesopotâmia teve longo alcance. Os amoritas fundaram a Babilônia. Os hurritas da Armênia estabeleceram o império de Mitanni na parte norte da Mesopotâmia por volta de 2000 a.C., enquanto os babilônios controlavam o sul. Ambos os grupos defendiam-se dos egípcios e dos hititas. Esses últimos derrotaram Mitani, mas foram expulsos pelos babilônios. Os cassitas, entretanto, venceram os babilônios em 1400 a.C.. Os cassitas foram depois vencidos pelos elamitas por volta de 1150 a.C..
Alguns historiadores também acreditam que um el niño colossal, acelerou o declínio dessa civilização. Se essa teoria (baseada em documentos arqueológicos em escrita cuneiforme) for verdade, uma enorme seca pode ter levado a uma das maiores ondas de fome da Antiguidade.
ADMINISTRAÇÃO E POLÍTICA
Os sumérios habitaram várias cidades-estados, cada uma erigida em torno de seus respectivos templos, dedicados ao deus a cuja proteção a cidade competia. Estas cidades, grandes centros mercantis, eram governadas por déspotas locais denominados patésis, supremo-sacerdotes e chefes militares absolutos, auxiliados por uma aristocracia constituída por burocratas e sacerdotes. O patési controlava a construção de diques, canais de irrigação, templos e celeiros, impondo e administrando os tributos a que toda população estava sujeita. As cidades-estados sumerianas, tradicionalmente, eram cidades-templos. Isto porque os sumérios acreditavam que os deuses haviam fundado as cidades para que fossem centros de cultos. Mais tarde, segundo a religião, os deuses limitavam-se a comunicar os soberanos as plantas das cidades e dos santuários. A ligação dos patésis aos ritos da cidade era extremamente íntima.
Os templos estavam ligados ao poder estatal e suas riquezas eram usufruídas pelos soberanos, considerados intermediários entre os deuses e os homens. Junto com os templos das cidades, homenageando o seu deus patrono, não raramente eram erguidos zigurates - pirâmides de tijolos maciços cozidos ao sol - que serviam de santuários e acesso aos deuses quando desciam até seu povo.
Dentre as cidades mais importantes do território sumério estavam Eridu, Kish, Lagash, Uruk, Ur e Nippur. Com o desenvolvimento dessas cidades, a tentativa de supremacia duma sobre a outra tornou-se inevitável. O resultado foi um milênio de embates quase incessantes sobre o direito de uso de água, rotas de comércio e tributos a tribos nômades.
AGRICULTURA E CAÇA
Os sumérios mantinham uma produção de cevada, grão-de-bico, lentilha, ervilha, milhete, trigo, nabo, tâmara, cebola, alho, alface, Alho-poró e mostarda. Eles também criavam gado, carneiro, cabra e porco. Além disso usavam bois como opção principal no trabalho de carga e burros como animal de transporte. Os sumérios pescavam peixes e caçavam aves selvagens ao longo do rio. A comida geralmente era abundante e, por isso, as populações cresciam.
A agricultura suméria dependia muito da irrigação, sendo efectuada através do uso de canais, barragens, diques e reservatórios. Os canais requeriam reparos freqüentes e a remoção contínua de lodo. O governo ordenava a determinados cidadãos a tarefa de trabalhar nos canais, apesar de os ricos poderem ser dispensados.
Com o uso de canais os fazendeiros irrigavam seus campos e então drenavam a água. Depois deixavam que os bois macerassem a terra e matassem as ervas daninhas. O passo seguinte era dragar os campos com picaretas. Depois de secar, eles os aravam, gradavam e varriam três vezes, pulverizando-os depois com um alvião.
Os sumérios ceifavam durante a fase seca do outono em equipes de três pessoas, consistindo de um ceifador, um enfardador e um feixador. Os fazendeiros usavam um tipo de colheitadeira arcaica para separar a cabeça dos cereais de seus respectivos talos, para então usar um tipo de trenó de triagem, que separava o grão dos cereais. Em seguida peneiravam a mistura de grãos e debulhos.
ARQUITETURA
A planície Tigre-Eufrates carecia de minerais e árvores. As edificações sumérias compreendiam estruturas planoconvexas feitas de tijolos de barro, desprovidas de argamassa ou cimento. Uma vez que tijolos planoconvexos são de composição relativamente instável, os pedreiros sumerianos adicionavam uma mão extra de tijolos, postos perpendicularmente a cada poucas fileiras. Aí então preenchiam as lacunas com betume, engaço, cana e cizânias. Construções feitas com tijolos de barro, entretanto, acabam se deteriorando, de forma que eram periodicamente destruídas, niveladas e reconstruídas no mesmo lugar. Essa constante reconstrução gradualmente elevou o nível das cidades, de modo que se ergueram acima da planície à sua volta. Os aterros resultantes (chamados em inglês de tell) são encontrados através do antigo Oriente Próximo. O tipo mais famoso e impressionante dentre as edificações sumérias chama-se zigurate, uma construção de largas, amplas plataformas sobrepostas em cujo topo encontravam-se templos. Esse maciço edifício de celsa estatura pode ter sido a inspiração para a Torre de Babel bíblica. Selos cilíndricos sumerianos também descrevem casas construídas com cana, similares àquelas construídas pelos árabes das terras baixas da parte sul do Iraque até anos recentes.
Por outro lado, templos sumérios e palácios fizeram uso de materiais e técnicas mais avançadas como reforços (suporte para os tijolos), recessos (quinas), pilastras e pregos de argila.
CULTURA
O historiador Alan Marcus diz que "os sumérios ostentavam uma perspectiva circunspecta sobre a vida."
Um sumério escreveu: "Lágrimas, lamento, angústia e depressão residem dentro de mim. Tolhe-me o sofrimento. O perverso destino me aprisiona e faz com que cesse a vida minha. Sou banhado por uma doença maligna."
Um outro escreveu: "Por que me contam entre os ignorantes? A comida encontra-se em todo lugar, e ainda assim minha comida a fome proporciona. Durante o dia a partilha era orçada; e o orçamento de minha partilha, prejudicada."
Apesar de que as mulheres poderiam alcançar um status mais elevado na Suméria do que em outras civilizações, a cultura permanecia predominantemente masculina.
ECONOMIA E COMÉRCIO
Empreendedores e criativos, os sumérios estabeleceram relações comerciais com vários povos da costa do Mediterrâneo e do Vale do Indo.
Descobertas de obsidiana em locais longínquos da Anatólia e no Afeganistão remontam a Dilmun (hoje Bahrain, um principado no Golfo Pérsico), e vários selos inscritos na grafia dos povos do Vale do Indo sugerem uma rede consideravelmente extensa de comércio antigo, centrado nos limites do Golfo Pérsico.
A Epopéia de Gilgamesh refere-se ao comércio, com terras longínquas, de mercadorias como madeira, já que esse item representava um material escasso na Mesopotâmia. O cedro do Líbano era especialmente apreciado.
Os sumérios usavam escravos, embora esses não representassem a maior parte da economia. Mulheres escravas trabalhavam como tecelãs, prensadoras, moleiras e carregadoras.
A cerâmica suméria decorava vasos com pinturas em óleo de cedro. Os ceramistas utilizavam furadeiras arqueadas para produzir o fogo necessário ao cozimento da cerâmica. Os pedreiros e ourives sumérios não só conheciam como faziam uso de marfim, ouro, prata, galena e lápis-lazúli.
MEDICINA
Como em qualquer sociedade pré-moderna, os sumérios possuíam um conhecimento limitado de diagnose e tratamento médicos. Laxantes, purgantes e diuréticos formavam a maioria dos remédios daquele povo. Determinadas cirurgias também eram postas em prática.
Os sumérios manufaturavam salitre, conseguido a partir da urina, do cal, de cinzas e do sal. Eles combinavam esses materiais com leite, pele de cobra, casco de tartaruga, cássia, murta, timo, salgueiro, figo, pêra, abeto e/ou tâmara. A partir daí, misturavam esses agentes com vinho, usando o resultado obtido de duas formas: ou passando o produto como se fosse uma pasta, ou então misturavam-no com cerveja, consumindo o remédio por via oral.
Os sumérios explicavam a doença como uma conseqüência do aprisionamento, e conseqüente tentativa de escape, de um demônio dentro do corpo humano. O objetivo do remédio era persuadir o demônio a acreditar na idéia de que continuar residindo naquele corpo seria uma experiência desagradável. Comumente os sumérios colocavam um carneiro ou cabra próximo ao doente, esperando atrair o demônio para dentro do corpo do animal, que, então, seria morto. No caso de não haver ovelhas à disposição, tentavam a sorte com uma estátua, que, se conseguisse transferir o demônio para dentro de si, seria coberta de betume.
CARACTERÍSTICAS MILITARES
A influência chave no exército sumério foi a paupérrima posição estratégica. Obstáculos naturais para defesa existiam somente nas fronteiras a oeste (deserto) e sul (Golfo Pérsico). Quando inimigos mais populosos e poderosos apareceram no norte e leste, os sumérios tornaram-se suscetíveis ao ataque.
As cidades sumérias eram defendidas por muralhas. Os sumérios engajavam-se em guerras de sítio entre suas cidades, e as muralhas de tijolos de barro obviamente não podiam deter os inimigos, que já conheciam o material.
O exército sumério consistia, em sua maior parte, na infantaria. A infantaria leve carregava machados de guerra, adagas e lanças. A infantaria de linha de frente também usava capacetes de cobre, capas de feltro e saias (kilts) de couro.
Os sumérios inventaram a carruagem, à qual atavam onagros (burros selvagens). Essas carroças antigas não funcionavam tão bem em combate quanto os modelos construídos posteriormente, e alguns sugeriram que as carroças serviam primeiramente como meio de transporte, embora o time de guerra sumério carregasse machados de guerra e lanças. A carroça, ou carruagem, suméria constituía de um dispositivo a quatro-rodas manejado por uma equipe de duas pessoas e ligado a quatro onagros. A carroça era composta por cestas entretecidas, e as rodas possuíam um sólido design triplo.
Os sumérios usavam fundas e arcos simples (só mais tarde a humanidade inventaria o arco composto.)
RELIGIÃO
Tratar dum assunto tal como a "Religião Suméria" pode ser complicado, uma vez que as práticas e crenças adotadas por aquele povo variaram largamente através do tempo e distância, cada cidade possuindo sua própria visão mitológica e/ou teológica.
Entre as principais figuras mitológicas adoradas pelos sumérios, é possível citar An, deus do céu; Nammu, a deusa-mãe; Inanna, a deusa do amor e da guerra (equivalente à deusa Ishtar dos acádios); e Enlil, o deus do vento. Cada um dos deuses sumérios (em sua própria língua, dingir - no plural, dingir-dingir ou dingir-a-ne-ne) era associado a cidades diferentes, e a importância religiosa a eles atribuída intensificava-se ou esmorecia dependendo do poder político da cidade associada. Segundo a tradição suméria, os deuses criaram o ser humano a partir do barro com o propósito de serem servidos por suas novas criaturas. Quando estavam zangados ou frustrados, os deuses expressavam seus sentimentos através de terremotos ou catástrofes naturais: a essência primordial da religião suméria baseava-se, portanto, na crença de que toda a humanidade estava à mercê dos deuses.
Os sumérios acreditavam que o universo consistia num disco plano fechado por uma cúpula de latão. Já a vida após a morte envolvia uma descida ao vil submundo, onde se passava a eternidade numa existência deplorável, em uma espécie de inferno.
Os templos sumérios consistiam de uma nave central com corredores em ambos os lados, flanqueados por aposentos para os sacerdotes. Numa das pontas do corredor achavam-se um púlpito e uma plataforma construída com tijolos de barro, usada para sacrifícios animais e vegetais.
Granéis e depósitos geralmente se localizavam na proximidade dos templos. Mais tarde, os sumérios começaram a construir seus templos no topo de colinas artificiais, terraplanadas e multifacetadas: esses templos especiais chamavam-se zigurates!
TECNOLOGIA
Exemplos da tecnologia suméria incluem: serras, couro, cinzéis, martelos, braçadeiras, brocas, pregos, alfinetes, anéis, enxadas, machados, facas, lanças, flechas, espadas, cola, adagas, odres de água, caixas, arreios, barcos, armaduras, aljaves, bainhas, botas, sandálias e arpões.
Os sumérios possuíam três tipos de barco:
- os barcos de pele, feitos a partir de cana e peles de animais.
- os barcos a vela, caracterizados por serem feitos com betume, sendo à prova d'água.
- os barcos a remo (com remos feitos de madeira), às vezes usados para subir a correnteza, sendo puxados a partir de ambas as margens do rio por pessoas e animais.
ASTRONOMIA
Os sumérios são geralmente considerados os inventores da astronomia, o estudo da observação dos astros. Nas ruínas das cidades sumérias escavadas por arqueólogos desde o princípio do século XX, foram encontradas muitas centenas de inscrições e textos deste povo sobre suas observações celestes. Entre estas inscrições existem listas específicas de constelações e posicionamento de planetas no espaço, bem como informações e manuais de observação.
Existem textos específicos sobre o sistema solar e o movimento dos planetas em torno do Sol, na sua ordem correta. Os sumérios consideravam o sistema solar com 5 planetas ao redor do Sol. Muitas destas inscrições, cuja idade ultrapassa os 4500 anos de idade, estão agora conservadas no Museu do Antigo Oriente Próximo, um conjunto de 14 salas na ala sul do Museu Pérgamo.
LINGUA E ESCRITA
A língua suméria é uma língua isolada, o que significa que não está diretamente relacionada a nenhuma outra língua conhecida, apesar das várias tentativas equivocadas de provar ligações com outros idiomas. A língua suméria é aglutinante, ou seja, os morfemas (as menores unidades com sentido da língua) se justapõem para formar palavras.
Credita-se aos sumérios a invenção do sistema cuneiforme de escrita (caracteres em forma de cunha), que foi utilizada por toda a Mesopotâmia e povos vizinhos. Os próprios acádios, após invadirem e conquistarem a Suméria, adotaram o sistema cuneiforme daquele povo para materializar a própria língua (similarmente ao que há hoje entre o português e o inglês, por exemplo, onde ambos usam o mesmo alfabeto para representar idiomas diferentes).
A escrita cuneiforme começou como um sistema pictográfico, onde o objeto representado expressava uma idéia. Um barco marcado por determinados sinais, por exemplo, poderia significar que ele estava carregado ou vazio. Com o tempo, os cuneiformes passaram a ser escritos em tábuas de argila, nos quais os símbolos sumérios eram desenhados com um caniço afiado chamado estilete. As impressões deixadas pelo estilete tinha forma de cunha, razão pela qual sua escrita terminou sendo chamada de cuneiforme.
Um corpo extremamente vasto (muitas centenas de milhares) de textos na língua suméria sobreviveu, sendo que a maioria está gravada nas tabuinhas de argila citadas no parágrafo anterior. A escrita suméria está grafada em cuneiforme e é a mais antiga língua humana escrita conhecida. Os tipos de textos sumérios conhecidos incluem cartas pessoais e de negócios e/ou transações comerciais, receitas, vocabulários, leis, hinos e rezas, encantamentos de magia e textos científicos incluindo matemática, astronomia e medicina. Inscrições monumentais e textos sobre diversos objetos, como estátuas ou tijolos, também são bastante comuns. Muitos textos sobrevivem em múltiplas cópias pelo fato de terem sido transcritos repetidamente por escribas "estagiários". A escola de Edubba (termo sumério que significa "Casa de Tabuinhas"), por exemplo, era um dos centros de aprendizagem onde arquivos e escritos literários eram guardados (ou seja, grafados) em tabuinhas de argila. Edubba foi um dos primeiros centros acadêmicos e um dos primeiros receptáculos de sabedoria de que se tem conhecimento.
A compreensão dos textos sumérios hoje em dia pode ser problemática até mesmo para especialistas. Os textos mais antigos são os mais difíceis, pois não mostram a estrutura gramatical da língua de forma sólida.
O LEGADO SUMÉRIO
Os sumérios talvez sejam mais lembrados devido às suas muitas invenções. Muitas autoridades lhes dão crédito pelas invenções da roda e do torno de oleiro. Seu sistema de escrita cuneiforme foi o primeiro sistema de escrita de que se tem evidência, pré-datando os hieróglifos egípcios em pelo menos 75 anos. Os sumérios estavam entre os primeiros astrônomos, possuindo a primeira visão heliocêntrica de que se tem conhecimento (a próxima apareceria por volta de 1.500 a.C. por parte dos Vedas na Índia). Afirmavam também que sistema solar constituía-se de 5 planetas (apenas 5 planetas podiam ser vistos a olho nu).
Desenvolveram também conceitos matemáticos usando sistemas numéricos baseados em 6 e 10. Através desse sistema, inventaram o relógio com 60 segundos, 60 minutos e 12 horas, além do calendário de 12 meses que usamos atualmente. Também construíram sistemas legais e administrativos com cortes judiciais, prisões e as primeiras cidades-estados. A invenção da escrita possibilitou aos sumérios o armazenamento do conhecimento e a possibilidade de transferi-lo a outros. Isso levou à criação de escolas, à educação e oficialização da matemática, religião, burocracia, divisão de trabalho e sistema de classes sociais.
Também os sumérios inventaram a carroça e, possivelmente, as formações militares. Inventaram a cerveja. O mais importante de tudo, talvez, seja o fato de que, de acordo com muitos acadêmicos, os sumérios foram os primeiros a domesticar tanto plantas como animais. No caso do primeiro termo, através de plantações sistemáticas e da colheita de uma descendência de grama mutante, conhecida atualmente como einkorn, e de sementes de milho e de trigo. Com relação ao segundo termo (i. e, os animais), os sumérios domesticaram-nos através do confinamento e da procriação de carneiros ancestrais (similares à cabra montês e ao gado selvagem (búfalos). Foi a primeira vez que essas espécies foram domesticadas e criadas em larga escala.
Essas invenções e inovações facilmente colocam os sumérios entre uma das culturas mais criativas de toda a Antiguidade, e mesmo da história.
CRONOLOGIA
Nota: Na seqüência abaixo, todos os anos são a.C..
5000 - Desenvolvimento primitivo da Suméria
4000 - Desenvolvimento da alta civilização
3500 - Sumérios estabelecem-se na Mesopotâmia. Construção do templo em Tell Uqair, que durou de 3500 a 1900 a.C.
3300 - Escrita suméria em tábuas de argila (escrita pictórica ou pictorial)
3250 - A escrita suméria evolui para a cuneiforme; a roda é usada na Mesopotâmia
3000 - Rivalidades políticas e militares. Construção do Templo Branco em Uruk (de pé até 2750 a.C.)
2750 - O lendário Gilgamesh reina sobre Uruk; Enmebaragesi & Agga reinam sobre Kish
2600 - A rainha Shudu-ad é enterrada nos Túmulo Reais de Ur
2550 - Mesalim reina sobre Kish
2500 - Rei de Ur, primeiro rei a possuir registros escritos na Suméria; Lugalannemudu de Abab unifica cidades-estados
2475 - Ur-Nanshe reina sobre Lagash, Meskalamdug reina sobre Ur. Conflitos militares entre Lagash & Umma perduram por um longo tempo
2375 - Lugalzaggisi (ou Lugalzagesi) de Umma unifica a Suméria por um curto período de tempo
2350 a 2340 - Sargão, o Acádio derrota Umma e Lugalzaggisi, conquistando a Suméria e a Acádia, criando um império de superioridade política e econômica
2250 - Revivificação de cidades-estados; inventa-se o arco-composto, cujas flechas são capazes de penetrar armaduras de couro e possuem o dobro do alcance concedido por arcos comuns.
2230 - Invasão gútia quebra a unidade acádio-sumeriana.
2217 - Shar-kali-sharri, rei da Acádia, perde o Elam, invade Gútio e é assassinado
2200 - A Acádia entra em colapso devido às invasões do norte. Data-se daqui o mais antigo documento do Egito escrito em papiro
2175 - Gudea reina sobre Lagash
2148 - La'arab, rei de Gútio, conquista a Acádia vindo do leste e invade a Suméria
2133 - Utu-hegal reina em Uruk
2120 - Utu-hegal, rei de Uruk, expulsa os Gútios; Abraão deixa a cidade de Ur (há discordâncias. Conf. 2000)
2112 - Nova unificação da Suméria e Acádia, desta vez por Ur-Nammu de Ur. O novo governante deixa textos legais à posteridade, conhecidos por As Leis de Ur-Nammu
2100 - Construção do zigurate em Ur
2047 - No Egito, Mentuhotep II completa a reunificação, dando início ao Reino, ou Império, Médio
2030 - Nova quebra da unidade acádio-sumeriana, desta vez pelos elamitas
2020 - Ishbi-Erra, governante amorita de Isin, tenta unificar novamente o território
2000 - Os indo-europeus deixam a área do Mar Negro em direção ao Oriente Médio numa das maiores correntes migratórias da história da humanidade. Desenvolvimento da civilização minóica em Creta, na Grécia. Os cítios vêm da Ásia Central e invadem a Ásia Ocidental a cavalo. Amoritas nômades invadem a Mesopotâmia pelo norte e oeste e estabelecem-se num vilarejo chamado Babilônia. A população mundial gira em torno de 27 milhões. Os hititas migram do vale do Danúbio para a península da Anatólia. O Egito conquista a Baixa Núbia. Diz-se que Abraão deixa a cidade de Ur e marcha à Palestina (alguns datam o acontecimento em 2120). Período patriarcal de Israel. A civilização de Harappa na Índia desfalece. Desenvolvimento dos primeiros centros de cerimônia no Peru. Era Micênica na Grécia. Marduk é adorado como o deus capital da Babilônia. Creta começa a usar navios com quilhas e costeletas. Foi nessa época também, que ocorreu o pior El Niño da história, tão poderoso que conseguiu afetar algo que rarissimamente chega a essas regiões matando milhares dos habitantes dessa região.
1934 - Leis de Lipit-Ishtar
1900 - Leis de Eshnuna da Babilônia; Antigo Período Assírio; Império Babilônico
1860 - Desenvolvimento do alfabeto semítico primitivo
1850 - Armas de cobre são endurecidas com o uso de martelos
1800 - Os hititas expulsam os assírios da Anatólia; migração ariana da parte sul da Rússia em direção ao Oriente Próximo
1795 - Rim-Sin de Larsa derrota Isin, obtendo controle sobre a Suméria e a Acádia
1792 - Hamurabi sobe ao trono da Babilônia
1770 - É feito o Código de Hamurabi, um dos mais antigos conjuntos de leis da humanidade
1760 - Hamurabi derrota Larsa, obtendo controle sobre toda a Suméria e a Acádia
1720 - Invasores hicsos expulsam habitantes egípcios do Baixo Egito; mudança no rio Eufrates, e conseqüente colapso da vida em Nippur, além de outras cidades sumérias
1700 - José lidera o povo hebreu Egito adentro; popularização da arte minoana em Creta. Mais tarde, os palácios de Cnossos e Faistos são destruídos pelo fogo. Os gregos usam armaduras de bronze, espadas cortantes e lanças inviscerantes
1600 a 1595 - Invasões e razias hititas quebram a unidade acádio-sumeriana. A suméria como se conhecia é extinta
O DIA DE HOJE NO PASSADO
ACONTECIMENTOS HISTÓRICOS
275 - É eleito o Papa Eutiquiano
1558 - Chegada de Mem de Sá no Brasil
1642 - Guerra civil inglesa: tentativa de aprisionar 5 membros do Parlamento por traição falha
1721 - Editado decreto que confirma os estatutos da Academia Real de História Portuguesa
1798 - A pequena república de Mulhouse anexa-se à França
1808 - Criação da primeira tipografia no Brasil
1817 - Fundação do Condado de Bond
1895 - O capitão francês Albert Dreyfus, judeu, foi condenado por passar segredos militares aos alemães e perdeu sua patente em uma humilhante cerimônia em Paris. O caso virou exemplo do anti-semitismo que reinava na Europa.
1896 - Utah torna-se o 45º estado norte-americano
1900 - Esta data é tida como referência à medida do segundo (1/31.556.925,9747 do tempo que levou a Terra a girar em torno do Sol a partir das 12 horas)
1918 - A Finlândia é reconhecida independente pela Rússia
1922 - Depois de organizar um greve contra o aumento de impostos, Mahatma Gandhi foi preso na Índia. Declarando-se culpado, foi condenado a seis anos de prisão, mas foi solto em 1924.
1936 - A revista Billboard publicou pela primeira vez sua parada de sucessos. O líder da primeira lista foi a canção Stop! Look! Listen!, do violinista de jazz Joe Venuti.
1944 - Segunda Guerra Mundial: Início da Batalha de Monte Cassino.
1948 - Independência de Myanmar, antiga Birmânia
1950 - A RCA Victor declarou que começaria a produzir discos de longa duração, os LPs de vinil, atualmente conhecidos como "bolachões".
1951 - Seul é capturada por forças chinesas e norte-coreanas
1954 - Com a intenção de dar um presente à sua mãe, Elvis Presley pagou 4 dólares para gravar seu primeiro disco. O produtor musical e dono do estúdio, Sam Phillips, gostou do que ouviu e um ano depois fizeram juntos algumas gravações comerciais.
1956 - O pintor Cândido Portinari entregou os painéis de Guerra e paz para a sede da Organização das Nações Unidas, em Nova York.
1958 - Edmund Hillary atinge o Pólo Sul
1960 - Assinado o tratado que cria a Associação Europeia de Livre Comércio
1966 - O Jornal da Tarde, do grupo O Estado de S.Paulo, foi lançado.
1974 - Na Espanha, presta juramento o novo primeiro-ministro Arias Navarro.
1988 - O cartunista Henfil faleceu vítima de aids. Hemofílico, ele foi contaminado numa transfusão de sangue.
1994 - A Lituânia torna-se o primeiro estado báltico a pedir a entrada na NATO
2006 - Ariel Sharon sofre um acidente vascular cerebral
NASCIMENTOS
1643 - Isaac Newton, físico inglês (m. 1727).
1747 - Vivant Denon, arqueólogo e artista francês (m. 1825).
1809 - Louis Braille, professor e músico francês, inventor do alfabeto para cegos (m. 1852)
1829 - Tito Franco de Almeida, político brasileiro (m. 1899).
1839 - Casimiro de Abreu, poeta brasileiro
1871 - Rui Teles Palhinha, botânico e professor universitário português (m. 1957)
1894 - Manuel Dias de Abreu, médico brasileiro inventor do diagnóstico da tuberculose (m1962)
1932 - Carlos Saura - diretor de cinema
1934 - Elias Gleiser, ator brasileiro
1940 - Brian David Josephson, físico do Reino Unido
1945 - Vesa-Matti Loiri, ator, músico , flautista e cantor finlandês
1955 - Wolfgang Tiefensee, político alemão
1960 - Michael Stipe, vocalista da banda de rock estadunidense REM
1962 - Norton Nascimento, ator brasileiro (m. 2007).
1963 - Till Lindemann, nadador alemão
1965 - Julia Ormond, atriz britânica
FALECIMENTOS
1248 - Rei Sancho II de Portugal, no exílio (n. 1207)
1309 - Beata Ângela de Foligno, mística italiana (n. 1248)
1786 - Moisés Mendelssohn, filósofo alemão (n. 1729)
1825 - Fernando I das Duas Sicílias, rei das Duas Sicílias. (n. 1751)
1941 - Henri Bergson, filósofo francês (n. 1859)
1960 - Albert Camus, escritor e filósofo francês (n. 1913)
1961 - Erwin Schrödinger, físico austríaco (n. 1887)
1965 - T. S. Eliot, poeta modernista, dramaturgo e crítico literário britânico-americano (n. 1888)
1985 - Brian Horrocks, militar britânico (n. 1895)
1986 - Christopher Isherwood, escritor inglês (n. 1904)
1988 - Henfil, cartunista brasileiro (n. 1944)
1990 - José Maria Santos, ator brasileiro (n. 1933)
1999 - Kisshomaru Ueshiba, filho de Morihei Ueshiba, o fundador do Aikido (n. 1921)
2007 - Padre Léo sacerdote catolico fundador da comunidade Bethania, Canção Nova (n. 1961)